
A ida do ex-deputado federal Odair Cunha para o Tribunal de Contas da União (TCU), oficializada neste mês, desencadeou uma reorganização interna dentro do PT de Minas Gerais e abriu uma disputa pelas bases políticas construídas pelo parlamentar ao longo de sua trajetória.
Nos bastidores do partido, a secretária nacional de Finanças e Planejamento do PT, Gleide Andrade, passou a ser apontada como principal herdeira do capital político ligado a Odair, assumindo parte das articulações e lideranças que tradicionalmente apoiavam o agora ministro do TCU.
A movimentação, porém, gerou desconforto entre integrantes do antigo grupo político do ex-deputado. Lideranças que eram vistas como sucessoras naturais acabaram perdendo espaço durante a reorganização interna.
Entre os nomes citados estão o vereador de Itajubá Pedro Gama e Edinho Moura, ex-chefe de gabinete de Odair e ex-secretário adjunto da Casa Civil no governo de Fernando Pimentel.
Parte das articulações políticas inicialmente ligadas aos dois acabou sendo direcionada ao grupo de Gleide Andrade. Pedro Gama permaneceu com atuação concentrada em Itajubá e cidades do Sul de Minas, contando também com apoio regional do deputado estadual Ulysses Gomes, aliado histórico de Odair.
Já em Pouso Alegre, a expectativa nos bastidores políticos é de que Pamela Vindilino seja lançada oficialmente a candidata a deputada estadual nas convenções partidárias como nome ligado à sucessão política regional do grupo.
A reorganização evidencia a disputa interna por espaço e influência dentro do PT mineiro após a saída de uma das principais lideranças do partido no estado.



