Procuradores em Pouso Alegre inovam: trabalho de apenados gera ressocialização e economia na unidade de execução da AGE

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Procuradores abriram portas da unidade de execução da AGE em Pouso Alegre para trabalho de apenados,
ajudam na ressocialização e geram economia para o Estado

Se há apenados em busca de oportunidades de trabalho e imóveis do Estado que precisam de manutenção… por que não combinar as duas urgências? Foi justamente isto que fizeram procuradores no Sul de Minas. Eles resolveram firmar parceria com o município de Pouso Alegre, abriram as portas à ressocialização de recuperandos criminais condenados em penas alternativas, que prestam serviços para a unidade de execução da Advocacia-Geral do Estado (AGE-MG) na cidade. Fazem de pintura interna e externa dos imóveis, colocação de piso a reparos, limpeza de calhas, cuidado com jardins. Ao longo dos oito anos, cerca de 150 apenados participaram do projeto.

“Cria-se um laço social, é uma forma de inibir a reprodução de litígios, eles têm a convivência com procuradores,  estagiários, funcionários. Os apenados conhecem o outro lado e se reconhecem de outra forma”, diz a procuradora Paloma Nicoleti, coordenadora da unidade de execução da AGE em Pouso Alegre. Ela conta que antes havia  dificuldades com mão de obra que teria que vir da capital e os serviços acumulavam. Com a parceria, consegue a manutenção, as obras necessárias, economiza recursos, destinados a outras finalidades – fomento à educação, à saúde, à segurança pública.

O escritório fica funcional. “A infraestrutura está sempre bem cuidada, dá conforto aos servidores”, explica Paloma  Nicoleti. Atualmente, são 6 procuradores, 5 funcionários e 5 estagiários. Tudo isto junto ao impacto social. “Os  apenados são inseridos no mercado de trabalho. Muitos aprendem uma profissão.” O pedreiro ensina a atividade  para um recuperando e estendem-se as oportunidades de retorno deles à convivência em comunidade.

A procuradora lembra que a parceria veio com o objetivo de promover a ressocialização dos apenados e como forma  de manter o imóvel sem onerar o Estado. Bom para a administração pública, bom para os recuperandos criminais e  para toda a sociedade.

Com informações de Tulio Fonseca