Itens apreendidos ganham novo destino em Pouso Alegre com trabalho de detentos e apoio de instituições públicas
Uma iniciativa que une sustentabilidade, ressocialização e impacto social já está em funcionamento em Pouso Alegre. A Polícia Penal de Minas Gerais deu início à execução de uma ação dentro do presídio do município que transforma produtos apreendidos em doações para entidades sociais.
A medida é realizada em parceria com o Instituto Federal do Sul de Minas Gerais e com a Receita Federal do Brasil, com vigência prevista até 2028.
O trabalho consiste na descaracterização de itens, principalmente peças de vestuário apreendidas, que passam por um processo de retirada de marcas e etiquetas. A atividade é realizada por custodiados da unidade prisional.
Trabalho que reduz pena e abre caminho para recomeço
Além de dar uma destinação adequada aos produtos, a iniciativa também contribui para a ressocialização dos detentos. A participação nas atividades permite a remição de pena por meio do trabalho.
De acordo com o diretor do presídio, Bruno Martins, a ação já traz reflexos positivos dentro da unidade. “O impacto do projeto dentro da unidade é direto, trazendo mais disciplina, menos ociosidade e um ambiente mais seguro e organizado. Ele vem dando importantes oportunidades aos detentos”, afirmou.
Segundo ele, a iniciativa também ajuda no desenvolvimento de habilidades e no fortalecimento do senso de responsabilidade, fatores importantes no processo de reintegração social.
Doações chegam a quem precisa
Após o processo de descaracterização, os itens são destinados a organizações não governamentais, prefeituras e instituições filantrópicas em diferentes regiões de Minas Gerais.
A ação contribui diretamente para o fortalecimento de iniciativas sociais, ao mesmo tempo em que evita o desperdício de produtos que antes ficariam sem destinação.
“A Polícia Penal segue mostrando que segurança pública também se constrói com trabalho e recomeço”, completou o diretor.
Ação deve crescer nos próximos anos
A iniciativa está em fase inicial, mas a expectativa é de ampliação gradual do número de participantes, conforme a demanda de materiais.
As atividades são realizadas dentro da unidade, com acompanhamento técnico e seguindo as diretrizes de segurança do Departamento Penitenciário de Minas Gerais.



