Pesquisador do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí, está entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo pelo segundo ano

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Reconhecimento internacional reforça destaque do Vale da Eletrônica na pesquisa em telecomunicações e inteligência artificial

O professor e pesquisador Felipe Figueiredo, do Instituto Nacional de Telecomunicações, voltou a figurar entre os 2% de cientistas mais influentes do mundo, de acordo com ranking internacional elaborado pela Elsevier. Esta é a segunda vez consecutiva que o docente aparece na lista, que avalia o impacto científico de pesquisadores em diferentes áreas do conhecimento.

O levantamento considera métricas como produção acadêmica, número de citações e influência das pesquisas, reunindo cientistas de diversos países e campos científicos, entre eles engenharia, medicina, física, matemática, biologia, química, ciências ambientais, psicologia e ciências sociais.

Na edição mais recente do ranking, o pesquisador aparece novamente entre os destaques da subárea de redes e telecomunicações, além de integrar o ranking geral que reúne cientistas de todas as áreas do conhecimento. Dentro dessa especialidade, ele faz parte de um grupo restrito de 19 brasileiros reconhecidos internacionalmente.

Trajetória na pesquisa e atuação internacional

A carreira acadêmica de Felipe Figueiredo soma mais de duas décadas dedicadas à pesquisa científica, iniciada ainda no mestrado, em 2004. Ao longo desse período, o pesquisador acumulou publicações científicas, participação em projetos de pesquisa e colaboração com instituições nacionais e estrangeiras.

Antes de integrar o corpo docente do Inatel, em 2019 o professor atuou em centros de pesquisa e empresas de tecnologia como LG Electronics, Samsung Electronics, CPQD e Qualcomm. Ele também desenvolveu atividades acadêmicas na Ghent University.

No Instituto Nacional de Telecomunicações, localizado em Santa Rita do Sapucaí, o pesquisador conduz estudos voltados a redes de telecomunicações, inteligência artificial aplicada à conectividade, Internet das Coisas (IoT), Edge Machine Learning e TinyML. Ele também atua como um dos coordenadores do WAI Lab, laboratório dedicado às pesquisas em inteligência artificial da instituição.

Pesquisa construída de forma coletiva

Para o professor, o reconhecimento internacional reflete um trabalho desenvolvido em colaboração com estudantes e outros pesquisadores. “Esse destaque reflete um conjunto de contribuições ao longo dos anos e, principalmente, o trabalho colaborativo com alunos, professores e parceiros de diferentes instituições. A pesquisa não é um esforço individual, mas um processo construído por muitas mãos”, afirma.

Segundo o pesquisador, um dos diferenciais do modelo adotado no Inatel é a integração entre diferentes níveis da formação acadêmica, envolvendo graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Esse sistema cria um ambiente de aprendizado contínuo, em que estudantes de iniciação científica colaboram com mestrandos e doutorandos, fortalecendo a produção científica.

Inteligência artificial mais eficiente e sustentável

Grande parte das pesquisas conduzidas no Inatel está voltada à aplicação da inteligência artificial em redes de telecomunicações e sistemas de Internet das Coisas, com foco em tornar essas tecnologias mais eficientes do ponto de vista energético.

Entre os temas estudados estão modelos compactos de inteligência artificial capazes de operar em dispositivos com baixo poder computacional, além de técnicas de compressão inteligente de dados e soluções voltadas para sensores e redes de longa duração, alimentadas por bateria ou energia solar.

Para o pesquisador, o avanço da inteligência artificial precisa considerar também a sustentabilidade tecnológica. “Há um grande volume de investimentos em modelos cada vez maiores, mas isso não é sustentável no longo prazo. A tendência é que a pesquisa avance em direção a soluções que consumam menos energia e recursos, mantendo desempenho e aplicabilidade”, destaca.

As informações sobre o ranking e o desempenho científico do pesquisador também podem ser consultadas em bases públicas e plataformas acadêmicas que reúnem dados sobre produção científica e impacto das pesquisas.