Atividade reuniu usuários do Centro-Dia da Apae durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla que visitaram o Fórum de Cachoeira de Minas e participaram de um júri simulado durante a Semana da Pessoa com Deficiência
Visita amplia exercício de cidadania por pessoas com deficiência; usuários e técnicos do Centro Dia, o promotor de justiça Sérgio Ferreira, a assistente social Vivian Morais (de rosa) e a servidora de gabinete Sônia Barros (Foto: Marli Corrêa / Apae Cachoeira de Minas)
O Fórum Deputado Christovan Chiaradia, em Cachoeira de Minas, abriu as portas para uma visita diferente. No dia 26 de agosto, usuários do Centro-Dia da Apae conheceram as instalações da unidade judiciária e participaram de uma programação que incluiu até um júri simulado.
A iniciativa foi realizada durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, período dedicado à conscientização sobre inclusão, acessibilidade, respeito, igualdade de oportunidades e garantia de direitos.
Durante a visita, os participantes passaram por diferentes setores do Fórum e conheceram um pouco da rotina do Judiciário. Servidores explicaram suas funções e mostraram, de maneira acessível, como cada área contribui para o atendimento à população e para o funcionamento da Justiça.
Tribunal do Júri virou sala de aula
Um dos momentos da programação foi o júri simulado, criado para apresentar aos visitantes, de forma participativa, como funciona uma sessão do Tribunal do Júri e quais são os papéis desempenhados pelos envolvidos.
A situação apresentada era fictícia e envolvia uma agressão contra uma pessoa com deficiência. A partir do caso, foram trabalhados temas como respeito, dignidade, cidadania, direitos e proteção das pessoas com deficiência.
A atividade contou com a participação do diretor do Foro, juiz José Hélio da Silva e do promotor de Justiça Sérgio Brito Ferreira aproximando os participantes de situações que fazem parte da rotina do sistema de Justiça.
Para o magistrado, a experiência também serviu para mostrar que o Judiciário deve estar próximo da população. “Foi uma oportunidade de ampliar o conhecimento dos usuários sobre o espaço da Justiça, compreender um pouco mais sobre seu funcionamento e refletir sobre direitos, deveres, respeito e cidadania”, afirmou José Hélio da Silva.
Segundo ele, a iniciativa também contribuiu para dar visibilidade à participação das pessoas com deficiência na sociedade. O juiz destacou ainda que o Fórum deve permanecer aberto à comunidade.
A assistente social Vivian Oliveira de Morais explicou que, embora a Comarca de Cachoeira de Minas ainda não tenha um multiplicador formal do programa Conhecendo o Judiciário, a atividade seguiu como referência o roteiro e as orientações da iniciativa.
A proposta foi justamente aproximar os participantes do Poder Judiciário e facilitar o entendimento sobre sua estrutura, funcionamento e atuação.
Para os organizadores, a visita também reforçou o papel do Centro-Dia da Apae na promoção da autonomia, convivência, inclusão social e participação das pessoas com deficiência. A experiência combinou informação, convivência e cidadania — e mostrou que conhecer a Justiça pode ser bem mais interessante quando o cidadão deixa de ser apenas espectador e participa da atividade.