HackTown 2026 começa nesta quinta, 3, em Santa Rita do Sapucaí com o HackEdu, trilha que debate educação, inteligência artificial, aprendizagem, inclusão e formação de crianças, jovens e liderança
Começa nesta quinta-feira, 3, em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, a 10ª edição do HackTown, um dos principais festivais brasileiros voltados à inovação, tecnologia, criatividade e novos negócios. Até segunda-feira, 7, a cidade conhecida como Vale da Eletrônica será palco de centenas de atividades e, entre os temas que ganham espaço nesta edição, está um dos assuntos mais importantes — e desafiadores — do presente: a educação em um mundo cada vez mais influenciado pela tecnologia e pela inteligência artificial.
Desde a edição anterior, o festival conta com uma programação específica dedicada ao tema. É o HackEdu, trilha que propõe discutir, experimentar e repensar os caminhos da educação diante das profundas transformações provocadas pela tecnologia.
A programação será realizada na FAI – Centro de Ensino Superior em Gestão, Tecnologia e Educação, instituição criada em 1971 e que tem uma trajetória ligada à formação profissional e à inovação no Sul de Minas. A FAI foi responsável pela implantação do primeiro curso de Administração da região e, em 1978, tornou-se a primeira instituição privada de Minas Gerais a oferecer um curso superior de Informática. Na época, estava entre as primeiras instituições do país a disponibilizar a formação.
Da infância à liderança
Mais do que discutir ferramentas tecnológicas, o HackEdu coloca em pauta uma questão maior: como preparar seres humanos para viver, aprender e liderar em um cenário em transformação acelerada?
A trilha parte da constatação de que as máquinas também aprendem – por meio de tecnologias como o machine learning – e propõe reflexões sobre o papel da escola, dos professores, das famílias e das próprias experiências humanas no processo de aprendizagem.
Os debates percorrem diferentes fases da vida, da infância à formação de lideranças. Entre os assuntos previstos estão o brincar como ferramenta de aprendizagem, os efeitos da inteligência artificial sobre crianças e jovens, superdotação e inclusão, o futuro da escola pública, curiosidade e aprendizagem contínua.
A programação também propõe olhar para novas maneiras de exercer a liderança. Uma das experiências realizadas na FAI utiliza a relação com cavalos para discutir conceitos como presença, confiança e relacionamento, levando a reflexão sobre liderança para além dos modelos tradicionais.
A proposta, portanto, acompanha uma espécie de jornada que começa na criança e chega ao líder, tendo como fio condutor uma pergunta bastante atual: como formar pessoas capazes de aprender, conviver e liderar em um mundo que está mudando radicalmente?
HackTownzinho leva educação para os pequenos
E se o futuro da educação passa por repensar como crianças aprendem, os pequenos também ganharam espaço especial dentro do HackEdu.
É nesse ambiente que acontece o HackTownzinho, programação voltada para crianças de 3 a 12 anos, com atividades lúdicas e experiências sensoriais.
A proposta reúne elementos de mágica, psicologia e psicopedagogia em vivências pensadas especialmente para o público infantil. A programação começa na sexta-feira, 4 e segue até domingo.
Parceria amplia discussão sobre educação
O HackEdu é realizado em parceria com o Órbi, Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT) sediado em Belo Horizonte e voltado ao fortalecimento da competitividade tecnológica e sustentável dos negócios.
A iniciativa também conta com a participação e o apoio de instituições de ensino que fazem parte da história de Santa Rita do Sapucaí, entre elas o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), a Escola Técnica de Eletrônica (ETE) e a própria FAI.
A presença dessas instituições reforça uma das características mais marcantes do HackTown: a integração entre educação, tecnologia, empreendedorismo e a própria comunidade.
Uma cidade inteira transformada em festival
Em sua 10ª edição, o HackTown reúne empreendedores, pesquisadores, investidores, startups, grandes empresas e lideranças para discutir tendências que ajudam a desenhar os próximos capítulos da tecnologia, da inovação e dos negócios no Brasil.
Mas o festival tem uma particularidade que o diferencia de conferências tradicionais: não existe um único espaço onde o HackTown acontece. A própria cidade se transforma no festival.
Santa Rita do Sapucaí, município de aproximadamente 40 mil habitantes, recebe mais de 1.000 atividades distribuídas simultaneamente por dezenas de locais. Salas de aula de instituições como Inatel, ETE e FAI dividem espaço com casarões centenários, praças, restaurantes e outros pontos da cidade.
É essa ocupação da cidade que transforma o HackTown em uma experiência que vai além de palestras e painéis. Durante cinco dias, tecnologia, criatividade, educação, cultura, empreendedorismo e negócios se misturam à rotina de Santa Rita do Sapucaí — fazendo da cidade, literalmente, o palco do evento.



