Walter Salles, diretor do filma “Ainda estou aqui” concorre ao Oscar com três indicações
O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui”, do diretor Walter Salles, foi indicado nesta quinta-feira, 23, ao Oscar 2025 nas categorias de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, pela performance de Fernanda Torres como a advogada Eunice Paiva.
Esperado na categoria de filme em língua estrangeira, a obra surpreendeu ao entrar também na lista de nove produções que concorrem a Melhor Filme do ano, onde disputará com “Anora”, “O Brutalista”, “Um Completo Desconhecido”, “Conclave”, “Duna: Parte 2”, “Emilia Pérez”, “Nickel Boys”, “A Substância” e “Wicked”. É a primeira vez na história que um longa brasileiro concorre à estatueta mais importante da premiação.
Na categoria de Melhor Filme Internacional, a película de Walter Salles vai se deparar novamente com “Emilia Pérez”, indicação vinda da França. Também disputam a estatueta o dinamarquês “The Girl with the Needle”, o alemão “The Seed of the Sacred Fig” e a animação “Flow”, da Letônia.
A edição do Oscar deste ano será a 97ª e ocorrerá no dia 2 de março no Dolby Theatre de Los Angeles, sendo transmitida no Brasil por meio do Canal TNT e da plataforma de streaming Max.
Walter Salles é o cineasta brasileiro fazendo história. “Ainda Estou Aqui” é seu terceiro longa indicado e concorrendo ao Oscar. As indicae hoje superam nomeações de produções anteriores do cineasta.
Há 26 anos, em 1999, “Central do Brasil”, de Salles, concorreu em duas categorias: melhor filme estrangeiro, agora internacional, e melhor atriz, com Fernanda Montenegro. Na época, a produção não levou nenhuma das estatuetas, sendo superado por “A vida é bela” e Gwyneth Paltrow – “Shakespeare apaixonado”.
Em 2005 outro longa de Salles foi indicado novamente e dessa vez saiu premiado. “Diários de motocicleta”, ganhou na categoria de melhor canção original, por “Al otro lado del río”, de Jorge Drexler. O filme também havia sido indicado por melhor roteiro adaptado.
Como se diz aqui em Minas: filho de quem?
Walter Salles é filho do embaixador, banqueiro, patrono da cultura e das artes Walter Moreira Salles, nascido em Pouso Alegre onde morou com os avós maternos Georgina e Saturnino Vilhena de Alcântara até os oito anos de idade. Nessa época, seus pais – João Moreira Salles (nascido em Cambuí) e Lucrécia Vilhena de Alcântara (de Pouso Alegre) – o enviaram para completar os estudos no Liceu Franco-Brasileiro, em São Paulo, ingressando posteriormente na Faculdade de Direito do Largo São Francisco e estabeleceram-se em Poços de Caldas onde, mais tarde, em 1.992, Walter Moreira Salles fundaria o Instituto Moreira Salles com grande acervo cultural e artístico.
Walter Moreira Salles esteve em Pouso Alegre, na década de 90, para a inauguração do seu banco, o Unibanco, na Praça Senador José Bento.
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