
Com sede em Pouso Alegre, a Prática investe em tecnologia para aumentar eficiência, reduzir custos e atender restaurantes em um cenário de escassez de mão de obra
Diante da escassez de mão de obra qualificada no setor de alimentação fora do lar, a Prática, empresa com sede em Pouso Alegre e atuação nacional em equipamentos para gastronomia e panificação, tem direcionado seus investimentos para soluções tecnológicas voltadas ao aumento da eficiência operacional de restaurantes.
A estratégia acompanha um movimento mais amplo do mercado, em que produtividade, redução de custos e padronização de processos tornaram-se fatores decisivos para a sustentabilidade dos negócios. “Nosso foco é desenvolver soluções que simplifiquem a operação, reduzam etapas manuais e permitam manter a qualidade mesmo com equipes menores”, afirma Ricardo Cancian Butignoli, chef de cozinha nacional da Prática.
Tecnologia como resposta à pressão por produtividade
Entre as principais apostas da empresa estão os fornos de alta velocidade (speed ovens), equipamentos que integram diferentes tecnologias de aquecimento — como convecção, micro-ondas e ar impingido — em um único sistema. A combinação permite reduzir significativamente o tempo de preparo e finalização dos alimentos, impactando diretamente a produtividade das cozinhas profissionais.
Segundo Butignoli, a operação intuitiva e o receituário programável garantem padronização e previsibilidade, fatores cada vez mais valorizados em operações que buscam escala e controle de custos. Os equipamentos atendem desde a finalização de massas e gratinados até sanduíches, wraps, pizzas individuais, focaccias e produtos de panificação.
Redução de desperdício e controle de custos
Outro ponto destacado é o impacto da tecnologia na redução de desperdícios. O controle preciso de tempo e temperatura contribui para minimizar erros, retrabalho e perdas de insumos, além de permitir a produção sob demanda.
“A agilidade do processo melhora o aproveitamento dos insumos e amplia a flexibilidade da operação, inclusive com a possibilidade de finalização de alimentos congelados ou resfriados”, explica o chef.
Tendências do food service
Para o executivo, o setor caminha para um novo patamar de profissionalização, impulsionado pela combinação entre falta de mão de obra e pressão por rentabilidade. “Esse cenário tende a acelerar a adoção de tecnologias que automatizam processos, aumentam a eficiência e apoiam decisões orientadas por dados”, avalia.
Cozinhas mais inteligentes, operações enxutas, soluções sustentáveis e foco na experiência do consumidor final aparecem como tendências centrais para os próximos anos no mercado de food service.



