Moradores de Extrema enfrentam falta d’água enquanto a Copasa mantém ações judiciais e contratos para renegociar a concessão
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) segue com medidas jurídicas relacionadas ao contrato de concessão dos serviços de água e esgoto no município de Extrema (MG), mesmo após a rescisão administrativa ter sido confirmada pela Justiça. A movimentação da estatal ocorre em meio a relatos de interrupções no abastecimento de água e insatisfação de moradores com a prestação dos serviços.
Contratos para pareceres e estudos técnicos
Conforme publicação oficial no Diário do Executivo de Minas Gerais, a Copasa firmou, em novembro de 2025, contratos com consultorias jurídicas e técnicas especializadas. Os termos preveem a emissão de pareceres sobre a viabilidade de acordos societários, reestruturação e renegociação do contrato de concessão com o município. Além disso, foi contratada empresa para planejamento e implantação de trabalho social vinculado às obras do sistema de esgotamento sanitário da cidade.
Críticas e queixas da população
Os movimentos judiciais da Copasa acontecem em um cenário em que moradores de Extrema registram problemas frequentes no abastecimento de água, principalmente nas semanas de Natal e Ano Novo. Diversas reclamações em plataformas públicas apontam interrupções no fornecimento sem aviso prévio — uma situação semelhante à relatada por consumidores em outras cidades atendidas pela Copasa, como Esmeraldas, onde moradores relataram queda de água nos fins de semana e falta de avisos aos usuários. Reclame Aqui
Também circulam nas redes sociais e comunidades relatos de vazamentos, desperdício e demora na solução de problemas estruturais em várias regiões do estado, gerando críticas à atuação da companhia em diferentes pontos de Minas Gerais. Essas queixas, mesmo não sendo denúncias oficiais, refletem um clima de insatisfação e pressão social por melhorias no serviço.
Sem prazos definidos para normalização
Até o momento, a Copasa não divulgou novos prazos ou medidas operacionais para garantir a regularização do abastecimento de água em Extrema. A empresa também não se pronunciou oficialmente sobre as queixas dos moradores. As ações judiciais e os contratos com consultorias demonstram que a estatal busca alternativas legais e técnicas para redefinir sua relação com o município, mas sem garantir uma solução operacional imediata.
Contexto mais amplo de tensão no setor
A situação em Extrema ocorre em um contexto mais amplo de debates sobre o futuro da Copasa no estado. Em dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) avançou com a aprovação em segundo turno de um projeto de lei que autoriza a privatização da empresa, provocando mobilização de representantes contrários à medida, que tem sido alvo de críticas por retirar a necessidade de referendo popular para qualquer mudança no controle da estatal.
Organizações, sindicatos e movimentos sociais também vêm se posicionando contra a privatização e alertam para os riscos de prejuízo à qualidade do serviço e aumento de tarifas para a população, especialmente em áreas mais periféricas dos municípios atendidos pela Copasa.
Acompanhamento pela população
Enquanto isso, personagens da comunidade de Extrema seguem atentos às movimentações jurídicas e às possíveis repercussões no cotidiano local. A população tem cobrado maior transparência, fiscalização e ações imediatas para assegurar o direito ao acesso à água potável, algo essencial e fundamental para a vida.



