Comitiva do SRI Sul de Minas visita polos de inovação no Paraná para trocar experiências sobre governança, integração e desenvolvimento regional
Uma missão técnica realizada no sudoeste do Paraná colocou o Sistema Regional de Inovação (SRI) Sul de Minas em contato direto com experiências consolidadas de desenvolvimento tecnológico e articulação institucional. A visita aconteceu nos dias 14 e 15 de janeiro e teve como foco o intercâmbio de práticas relacionadas à governança, ao planejamento estratégico e à integração entre os diversos atores do ecossistema de inovação.
A iniciativa foi conduzida pelo Sebrae Minas e reuniu representantes da instituição, da Prefeitura de Lavras e da Agência de Inovação do Ecossistema Itajubá Hardtech (Inovai). Durante a agenda, a comitiva passou pelos municípios de Pato Branco, Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, reconhecidos nacionalmente pelo amadurecimento de seus sistemas locais de inovação.
Em fase de estruturação, o SRI Sul de Minas foi lançado oficialmente no fim de 2025 e busca consolidar um modelo colaborativo capaz de impulsionar o desenvolvimento regional. Para o gerente regional do Sebrae Minas, Rodrigo Ribeiro Pereira, a experiência no Paraná permitiu identificar desafios comuns e soluções já testadas, que podem servir de referência para a realidade mineira.
O intercâmbio contou com o apoio do Sebrae Paraná, que atua no fortalecimento do ecossistema de inovação do sudoeste do estado desde 2007, período em que a região avançou na integração entre universidades, empresas, poder público e sociedade civil.
A construção do SRI Sul de Minas teve início em 2024, a partir de uma articulação entre o Sebrae Minas e o Governo do Estado. A proposta é conectar diferentes setores em municípios estratégicos como Lavras, Varginha, Pouso Alegre, Poços de Caldas, Santa Rita do Sapucaí e Itajubá, criando um ambiente favorável à inovação, ao empreendedorismo e à geração de oportunidades.
A escolha do sudoeste paranaense como referência não foi casual. As semelhanças com o Sul de Minas — como a forte presença de instituições de ensino superior e a proximidade geográfica entre os municípios — favorecem a troca de experiências e indicam caminhos viáveis para o fortalecimento do ecossistema mineiro.



