Justiça suspende plebiscito que decidiria asfaltamento de ruas de paralelepípedo em Ouro Fino

Notícias
Decisão judicial suspende decreto da Câmara de Ouro Fino que previa plebiscito para decidir sobre asfaltamento de ruas com paralelepípedo

A Justiça determinou a suspensão do decreto legislativo que previa a realização de um plebiscito para decidir sobre o asfaltamento de ruas com calçamento de paralelepípedo em Ouro Fino.

A decisão judicial interrompeu os efeitos do Decreto Legislativo nº 006/2026, aprovado pela Câmara Municipal de Ouro Fino, que tinha como objetivo consultar a população sobre a possibilidade de substituir parte do pavimento tradicional por asfalto.

A medida foi tomada após o ajuizamento de uma Ação Civil Pública. Na decisão, o Judiciário entendeu que um plebiscito não pode alterar ou contrariar uma sentença judicial já transitada em julgado. Esse é o caso da decisão que determina a preservação do calçamento de paralelepípedo em ruas do município.

O presidente da Câmara Municipal de Ouro Fino o vereador Clóvis Coldibeli, enviou neste domingo, 5, através da assessoria de Comunicação do legislativo, um  um posicionamento oficial sobre a suspensão judicial do decreto, que previa o plebiscito. Segundo o vereador, a Câmara foi comunicada da decisão na última quinta-feira, 2, que foi acatada integralmente, “A decisão judicial, é feita para ser acatada e vamos seguir integralmente o que foi determinado pela Justiça” disse o presidente do legislativo municipal.

Já o prefeito de Ouro Fino, Toninho Miguel, afirmou que a proposta de plebiscito partiu do Legislativo e que o Poder Executivo não foi acionado judicialmente no processo. Ele acrescentou, no entanto, que considera necessário avaliar cada caso na cidade.

Segundo o prefeito, existem locais onde o calçamento de paralelepípedo deve ser preservado, enquanto em outros pontos da cidade a manutenção do pavimento antigo já não seria viável. Ainda assim destacou que a administração municipal respeitará a decisão da Justiça.

A discussão sobre a manutenção ou substituição do pavimento tradicional tem gerado debates entre moradores e autoridades locais, especialmente em áreas onde o calçamento histórico convive com demandas por melhorias na mobilidade urbana.