Com coleta seletiva porta a porta e foco em educação ambiental, Extrema vira referência nacional em reciclagem e qualidade de vida
No Sul de Minas Gerais, uma cidade de pouco mais de 40 mil habitantes vem mostrando que a gestão de resíduos sólidos pode ir muito além do discurso ambiental. Extrema se consolidou como referência nacional ao investir de forma contínua em coleta seletiva, reciclagem e inclusão social, transformando o que antes era lixo em renda, organização urbana e melhoria da qualidade de vida.
De acordo com informações da Prefeitura de Extrema, o município opera um sistema de coleta seletiva porta a porta que cobre praticamente toda a área urbana. Os resíduos recicláveis passam por triagem e reaproveitamento, reduzindo significativamente o volume destinado a aterros e fortalecendo um modelo de gestão integrada do lixo.
A experiência local dialoga com diretrizes defendidas pelo Ministério do Meio Ambiente, que aponta a coleta seletiva estruturada, aliada à educação ambiental e à atuação de cooperativas, como um dos caminhos mais eficazes para elevar os índices de reciclagem e gerar benefícios econômicos e sociais nos municípios.
Os reflexos desse modelo aparecem também na saúde pública e no bem-estar da população. A diminuição do descarte irregular e do acúmulo de resíduos contribui para a redução de focos de doenças, da contaminação do solo e da poluição da água. Cidades mais limpas tendem a registrar melhores indicadores ambientais e sanitários, além de oferecerem espaços urbanos mais organizados e agradáveis para viver.
Outro impacto direto está na geração de trabalho e renda. A reciclagem estruturada fortalece cooperativas, valoriza o trabalho dos catadores e movimenta a economia local, criando um ciclo em que sustentabilidade ambiental e desenvolvimento social caminham juntos. Estudos e relatórios do Ministério do Meio Ambiente indicam que sistemas eficientes de reciclagem estão associados à melhoria da qualidade de vida e à redução de riscos ambientais.
O sucesso de Extrema não depende apenas da estrutura pública, mas também do engajamento da população. A separação correta dos resíduos dentro de casa é apontada como peça-chave do processo. Quando os moradores compreendem o destino do lixo e o impacto das suas escolhas, a reciclagem deixa de ser uma obrigação e passa a fazer parte da rotina da cidade.
Algumas estratégias ajudam a explicar por que o modelo funciona e por que ele pode ser replicado em outros municípios. Entre elas estão a coleta seletiva porta a porta bem organizada, a parceria com cooperativas de catadores, ações permanentes de educação ambiental nas escolas e a geração de renda a partir dos materiais recicláveis.
No longo prazo, iniciativas como a de Extrema tendem a reduzir custos para os cofres públicos, prolongar a vida útil dos aterros sanitários e fortalecer a chamada economia circular. Mais do que uma política ambiental, trata-se de uma estratégia de desenvolvimento urbano e humano.
Ao integrar gestão pública, ciência e participação social, Extrema demonstra que cuidar do lixo é, na prática, cuidar das pessoas. O exemplo da cidade mostra que sustentabilidade não é apenas um conceito ambiental, mas um caminho concreto para construir cidades mais limpas, saudáveis e socialmente equilibradas.



