
Entre agosto e o final de setembro, a observação do cometa foi dificultada pelo brilho do Sol, devido à baixa elongação (proximidade visual ao Sol). Contudo, na semana do dia 22 de setembro, foi possível avistá-lo ao amanhecer. Monteiro afirmou que, entre 7 e 11 de outubro, o cometa voltará a se aproximar do Sol, mas, após esse período, poderá ser visto logo após o pôr do sol.
Visível a olho nu?
Ainda não é possível garantir que o cometa será visível sem equipamentos. “O brilho desses corpos celestes é imprevisível, então pode ser necessário o uso de binóculos ou telescópios para observá-lo”, explicou o pesquisador.
Como observar
Para visualizar melhor o “Cometa do Século”, é fundamental escolher um local sem poluição luminosa. Quem deseja observá-lo deve olhar em direção ao horizonte leste, por volta das 4h30 da madrugada. Segundo Monteiro, pode ser possível notar uma mancha difusa, que se torna mais clara com a ajuda de instrumentos como binóculos ou câmeras.
Na segunda quinzena de outubro, o cometa estará visível logo após o pôr do sol, no horizonte oeste, enquanto atravessa as constelações do Sextante (setembro), Serpente e Ofiúco (outubro). Todo o Brasil terá a oportunidade de testemunhar a passagem do cometa C/2023 A3.
Monteiro também mencionou que a maior dificuldade será encontrar um local com o horizonte oeste desobstruído, já que o cometa estará a uma altura de até 30 graus no céu.
Nome e origem
O cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS), apelidado de “Cometa do Século”, foi assim denominado devido ao seu brilho comparável ao do cometa Hale-Bopp, que atingiu magnitude similar em 1997. O “C” indica que é um cometa não periódico, oriundo da Nuvem de Oort, o que significa que ele pode passar pelo Sistema Solar apenas uma vez ou demorar milhares de anos para retornar.
A designação “2023 A3” indica que foi o terceiro objeto desse tipo descoberto na primeira quinzena de janeiro de 2023, e o sufixo Tsuchinshan-ATLAS homenageia as instituições envolvidas em sua descoberta.
Monteiro destacou que os cometas são resquícios da formação do Sistema Solar, compostos de poeira, rocha e vários tipos de gelo. Eles variam em tamanho, podendo alcançar dezenas de quilômetros de diâmetro. “Conforme se aproximam do Sol, os cometas liberam gases e poeira, formando suas características caudas brilhantes”, concluiu o pesquisador.



