Vídeo da ONG de proteção animal Cão sem dono
Celebrado nesta sexta-feira, 31, o Dia do Vira-Lata chama a atenção para uma realidade preocupante: cerca de 4,8 milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade no Brasil, segundo dados do Instituto Pet Brasil (IPB). A data busca incentivar a adoção responsável e conscientizar a população sobre os cuidados necessários para garantir que os animais encontrem um lar definitivo.
Desse total, mais de 201 mil animais estão acolhidos por organizações não governamentais (ONGs) e protetores independentes. O número evidencia a importância do trabalho dessas instituições, mas também mostra que sua capacidade de atendimento é limitada diante da quantidade de animais abandonados.
Apesar do aumento das campanhas de conscientização e da valorização dos cães e gatos sem raça definida, o abandono ainda é um desafio. Levantamentos de entidades de proteção animal apontam que mudanças de endereço, dificuldades financeiras, falta de planejamento e expectativas incompatíveis com a rotina de um pet estão entre as principais causas de abandono e devolução após a adoção. Em 2025, 82,9% dos casos registrados ocorreram em áreas urbanas.
Adoção exige compromisso
Especialistas reforçam que a adoção deve ser encarada como um compromisso de longo prazo. Para Roberta Paiva, gerente de Marketing de Pet Health da Elanco, a decisão envolve responsabilidade por muitos anos e deve considerar fatores como a rotina da família, os custos com alimentação e saúde, além do tempo disponível para dedicar ao animal.
Segundo a especialista, quando a adoção é planejada aumentam as chances de uma convivência saudável e permanente, reduzindo significativamente os casos de devolução.
Tecnologia ajuda a encontrar o tutor ideal
Como parte das ações voltadas à guarda responsável, a Elanco mantém desde 2021 o Movimento Adoção de Responsa, iniciativa que inclui o aplicativo Cãobinado.
A plataforma conecta cães disponíveis para adoção a possíveis tutores por meio de um sistema de compatibilidade. Enquanto ONGs e protetores informam características dos animais, como porte, idade e comportamento, os interessados respondem perguntas sobre rotina, experiência com pets e ambiente onde o animal viverá. Com essas informações, o aplicativo calcula um índice de compatibilidade para facilitar uma adoção mais assertiva.
Os primeiros dias fazem diferença
A adaptação ao novo lar é considerada uma das etapas mais importantes para o sucesso da adoção. Entre as principais recomendações de especialistas estão:
- realizar uma consulta com médico-veterinário para avaliação clínica, vacinação, vermifugação e controle de parasitas;
- preparar um ambiente seguro e tranquilo para receber o animal;
- estabelecer horários para alimentação, passeios e descanso;
- promover a socialização de forma gradual, respeitando o tempo de adaptação do pet;
- utilizar reforço positivo durante o processo de aprendizagem;
- procurar orientação profissional caso surjam dificuldades comportamentais.
Cuidados devem continuar durante toda a vida
A adoção responsável vai além dos primeiros dias de convivência. A manutenção de consultas veterinárias, vacinação, vermifugação e controle de pulgas e carrapatos é fundamental para preservar a saúde dos animais e prevenir doenças.
Além dos cuidados preventivos, especialistas orientam que os tutores observem sinais como coceira intensa, vermelhidão ou lesões na pele, buscando atendimento veterinário sempre que necessário.
O aplicativo Cãobinado está disponível gratuitamente para dispositivos Android e iOS nas lojas oficiais: Apple Store e Google Play Store podendo ser utilizado por ONGs, protetores independentes e pessoas interessadas em adotar um cão de forma mais consciente.



