Hoje, qualquer celular no bolso de um estudante no Sul de Minas é muito mais potente do que o computador que guiou a missão Apollo 11 até a Lua. Assista ao vídeo e descubra como um computador mais fraco que uma calculadora foi capaz de levar o homem à Lua — e quase colocou tudo a perder no momento do pouso
Em 1969, a missão Apollo 11 Moon Landing entrou para a história ao levar os primeiros astronautas à superfície da Lua. O que muita gente não sabe é que toda a operação foi conduzida por um computador extremamente limitado para os padrões atuais.
O equipamento usado na nave tinha cerca de 0,043 MHz de processamento, uma capacidade muito inferior à de calculadoras científicas ou até de aparelhos eletrônicos simples disponíveis hoje.
Mesmo com essa limitação, o sistema foi responsável por calcular trajetórias, orientar a nave e ajudar no controle do módulo lunar durante o momento mais crítico da missão: o pouso.
O erro que quase interrompeu a missão
Durante a descida do módulo lunar, o computador apresentou o famoso erro 1202, um alerta de sobrecarga no sistema que poderia ter obrigado a NASA a cancelar o pouso.
Em vez disso, o software foi capaz de priorizar as tarefas mais importantes, descartando processos secundários e mantendo apenas o que era essencial para o controle da nave.
Essa decisão automática do sistema permitiu que a operação continuasse e que o pouso fosse concluído com sucesso.
Engenharia e software que mudaram a história
Um dos nomes fundamentais por trás do sistema foi a engenheira de software Margaret Hamilton, responsável por liderar a equipe que desenvolveu o software do computador de bordo.
O trabalho da equipe foi considerado revolucionário para a época e ajudou a estabelecer bases importantes para a engenharia de software moderna.
A parte mais tensa acontece nos minutos finais, quando o sistema enfrenta o limite de sua capacidade e a equipe precisa confiar totalmente no software para completar o pouso.