Buracos misteriosos surgem na Amazônia e intrigam cientistas. Expedições investigam causas naturais e humanas para cavidades profundas no solo da floresta
Expedições recentes e relatos de comunidades indígenas e ribeirinhas acenderam o alerta entre pesquisadores que investigam um fenômeno intrigante na Amazônia: a formação de grandes buracos no solo da floresta, surgindo sem explicação aparente.
Essas aberturas, que vêm sendo registradas com maior frequência desde 2023, aparecem em áreas de mata fechada, pastagens e até regiões alagadas. A ausência de uma causa evidente tem alimentado debates entre cientistas, ambientalistas e moradores locais.
Afinal, o que são esses buracos?
Os chamados “buracos misteriosos da Amazônia” não se tratam de simples cavidades escavadas por animais. São estruturas profundas e de grande diâmetro, geralmente arredondadas ou ovaladas, que chegam a ultrapassar dois metros de largura e mais de quatro metros de profundidade.
Em muitos registros, as bordas são bem definidas e o interior revela solo exposto, troncos e raízes em decomposição. Comunidades da floresta afirmam observar o fenômeno há anos, mas apenas recentemente equipes acadêmicas iniciaram investigações sistemáticas.
Pesquisadores veem a necessidade de analisar cada ocorrência individualmente, já que não existe uma explicação única para todos os casos.
Hipóteses em investigação
Os estudos apontam diferentes causas possíveis para o surgimento dos buracos:
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Ação da água – chuvas intensas podem provocar erosão e colapso subterrâneo.
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Processos biológicos – troncos e raízes em decomposição criam espaços vazios no subsolo.
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Atividades humanas – mineração, estradas e maquinário pesado podem desestabilizar o solo.
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Movimentações sísmicas – pequenos tremores, embora raros na região, podem desencadear desmoronamentos.
Para especialistas, a explicação mais provável é a combinação de fatores naturais e antrópicos. A Amazônia tem solos sensíveis e dinâmicos, sujeitos a constantes transformações ambientais.
Como é feita a investigação?
O aumento dos registros despertou o interesse de universidades brasileiras e estrangeiras. Nas expedições de campo, as equipes utilizam:
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drones e sensores remotos,
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mapeamento de georreferenciamento,
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análise de amostras de solo e vegetação,
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escaneamento do subsolo para identificar cavidades ocultas.
O conhecimento tradicional das comunidades locais tem sido fundamental para orientar as pesquisas. Moradores informam novos pontos de surgimento e relatam mudanças na paisagem, auxiliando os cientistas no monitoramento da área.
Riscos e impacto ambiental
Os buracos representam risco principalmente à segurança de comunidades próximas e atividades agrícolas. Já houve registros de cavidades surgindo perto de trilhas, plantações e margens de rios, gerando temor de desmoronamentos.
Ambientalistas alertam que o fenômeno pode ser um indício de mudanças profundas nos processos naturais da floresta, possivelmente agravadas por alterações climáticas e ações humanas.
O monitoramento contínuo pode ajudar a prevenir acidentes e fornecer informações valiosas sobre a saúde do ecossistema amazônico.



