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Escritores mineiros receberam o Prêmio Governo de Minas de Literatura



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Fotos: Omar Freire/Imprensa MG

O governador Antonio Anastasia entregou, no dia 22 de dezembro, no Palácio Tiradentes, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura. Nesta quinta edição foram inscritos 520 trabalhos de várias partes do país nas categorias Poesia, Ficção e Jovem Escritor Mineiro. Além disso, foi premiado o escritor Affonso Ávila pelo conjunto da sua obra ao longo dos anos. Na categoria Jovem Escritor Mineiro o vencedor foi André Oliveira Zambaldi. Jeter Jaci Neves ganhou o prêmio na categoria Ficção/Romance. Na categoria Poesia, venceu Antônio de Pádua Fernandes Bueno. No total foram distribuídos R$ 212 mil em prêmios.

´É uma cerimônia singela, mas ao mesmo tempo muito significativa, porque está consagrando algo que para Minas Gerais é fundamental, que é exatamente a cultura. Minas não pode ser entendido enquanto Estado da Federação na sua trajetória, na sua história, sem nós aquilatarmos o que significa a cultura de Minas Gerais nas suas diversas manifestações e dentre elas a literatura. A literatura se desdobra nesses 300 anos de nossa história. Por isso, o prêmio do Governo de Minas tem dificuldade, dentre tantos concorrentes de alta qualidade, de identificar aqueles que possam ser premiados´, afirmou Anastasia, destacando as obras que concorreram aos prêmios.

O Prêmio Governo de Minas de Literatura é uma das maiores premiações desse segmento cultural no Brasil e é concedido anualmente. Desde 2007, quando foi criado, foram distribuídos R$ 968 mil em premiações. O número de inscrições nesse período soma 4,5 mil, com destaque para trabalhos de escritores de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Distrito Federal.

´A literatura nos restabelece a força e o dinamismo para enfrentar as agruras do dia a dia. Os escritores têm uma responsabilidade imensa de nos fornecer essa energia do bem. O prêmio continuará, queremos continuar reconhecendo o mérito daqueles pelo conjunto da obra, estimulando quer na poesia quer no romance, aqueles que apresentam seus trabalhos e também essa figura interessante do jovem escritor para dar a ele um estímulo ainda maior para a redação de seus trabalhos e elaboração de sua arte. Quero contar muito com cada qual para nos dar o que é fundamental no dia a dia de uma civilização que se pretende ser adiantada que é exatamente a cultura, a arte, o saber e o conhecimento, sem os quais a nossa vida seria, certamente, extremamente estéril, negativa e muito atrasada´, disse o governador.

A comissão julgadora da premiação de 2011 foi composta por nomes reconhecidos no setor cultural, como Beatriz Vieira de Resende, Júlio Cesar Castañon Guimarães e Maria Ester Maciel de Oliveira Borges (Conjunto da Obra); Antônio Sérgio Bueno, Mário Alex Rosa e Sabrina Sedlmayer Pinto (Jovem Escritor Mineiro); André Luiz Alves Gandra Nigri, João Norberto Teixeira Pombo Barile e Luis Ângelo da Silva Giffoni (Ficção); Edimilson de Almeida Pereira, Marcelo Gomes Dolabela e Sérgio Alcides Pereira do Amaral (Poesia).

´Agradecemos a comissão julgadora, a todos os escritores que participaram de mais essa edição do Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, parabenizando seus vencedores. O prêmio incentiva o panorama da produção literária brasileira. É com imensa satisfação que constatamos a repercussão do prêmio com resultados concretos no fortalecimento da produção literária e sua difusão´, destacou a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras.

Premiados
Affonso Ávila foi o escolhido por unanimidade pela comissão julgadora na categoria Conjunto da Obra por ser capaz de conjugar experimentação e legado histórico. O poeta e ensaísta iniciou sua trajetória em 1940. Publicou diversas obras de poesia, como O açude (1953), Código de Minas (1969) e Poeta poente (2010). Ávila participou dos movimentos da poesia brasileira, tendo organizado, em 1963, a Semana Nacional da Poesia de Vanguarda, em Belo Horizonte. Como ensaísta merece destaque seu trabalho de pesquisa e reflexão sobre o Barroco no Brasil. Publicou livros como Resíduos seiscentistas em Minas (1967) e o Lúdico e as projeções do barroco (1971). Criou e dirigiu a revista Barroco e foi um dos editores da revista Tendência.

Aos 84 anos, ele destacou a repercussão que o prêmio já alcançou em todo o país e a sua importância para o incentivo entre os jovens escritores. ´É um prêmio importante porque reconhece o trabalho, uma longa estrada percorrida. Esse prêmio do Estado tem uma amplitude e uma repercussão maior porque alcança o Brasil inteiro. É um estímulo muito grande para os jovens, uma chave que para eles abre um caminho editorial. Essa valorização da literatura amplia muito a sua repercussão´, avaliou.

André Oliveira Zambaldi, aos 26 anos, foi o premiado como jovem escritor mineiro com a obra O Sono de Morfeu, criação de um narrador que exprime os conflitos de um estudante em formação, tomado pelo excesso de teorias, sem o devido tempo de maturação. ´Um incentivo como esse é maravilho, dá um ânimo. Para o início de trajetória é um passo para uma longa caminhada. Não há palavras para exprimir a felicidade e a gratidão ao governo de proporcionar isso para a gente. É a terceira vez que eu tento e espero que sirva de estímulo e exemplo para muitos jovens que estão tentando. A persistência um dia vai gerar frutos´, destacou André.

Mineiro de Miradouro, na Zona da Mata, Jeter Jaci Neves foi destaque na categoria Ficção/Romance com a obra Vila Vermelho que traça, em tom memorialístico, uma crítica à chamada ´cultura do vencedor´, ao criar um narrador triunfante marcado pela derrota em questões essenciais da vida. ´Agradeço muito. Estou muito feliz com essa homenagem e creio que pela importância do concurso eu terei mais uma porta aberta no mercado editorial´, disse.

Cálcio, de Antônio de Pádua Fernandes, foi a obra escolhida na categoria Poesia pela sua elaborada construção semântica e formal. Merece ênfase características como a tensão textual permanente, a abordagem de inquietantes temas atuais e a indicação de um caminho singular, que torna possível combinar rigor formal e discursividade.




 



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