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O primeiro jornal:
"O Pregoeiro Constitucional"
Em 1830, realizou-se em Pouso Alegre um dos maiores empreendimentos da época, com a fundação de uma tipografia pelo cônego José Bento, que passou a publicar o "Pregoeiro Constitucional".
Essa iniciativa nasceu do idealismo de um grupo de patriotas, chefiado por José Bento, que procurava difundir suas idéias liberais, num período conturbado da nossa história, em que se lutava pela organização política do país.
Para se avaliar o que significava tal empreendimento - o aparecimento de um jornal em um lugarejo insignificante como o arraial do Mandu - é preciso lembrar o que era a imprensa no princípio da nossa história.
Eram raríssimos os jornais existentes na época, devido ao absolutismo desconfiado do governo da Metrópole, que prevalecia desde os tempos coloniais e só foi suprimido por dom João VI em 1808, o qual estabeleceu a Imprensa Régia no Brasil.
Em Minas Gerais existiam apenas quatro jornais, que eram publicados em Ouro Preto, São João del Rei, Diamantina e Mariana, sendo o Pregoeiro o quinto a surgir em toda a Província, o que demonstra a importância da publicação de um jornal, na época, e o que isso representava de esforço e tenacidade para se montar uma tipografia.
Considerando-se as dificuldades da época e o número de jornais existentes no país, pode-se avaliar a importância e o progresso no aparecimento de um periódico como o "Pregoeiro Constitucional", num arraial perdido na vastidão do Sul de Minas. Era impresso em oficina própria, adquirida pelo cônego José Bento e redigido pelo seu correligionário, padre João Dias de Quadros Aranha, coadjutor da paróquia. A oficina situava-se em uma pequena casa que existia no início da atual travessa João da Silva, dispondo de uma tipografia bem montada, cujos tipos eram de bronze. O "Pregoeiro Constitucional" começou a ser publicado em 7 de setembro de 1830, duas vezes por semana, às quartas e sábados, e durou até 4 de junho de 1831. Arrefecido o ardor patriótico, naquele ano em que tanto se fez pela organização política do país, desapareceu o motivo da existência do jomal. Mas a tipografia se manteve em atividade por mais algum tempo, sempre com o primitivo nome. Além de outros trabalhos de valor, foi nas oficinas desse jornal que se editou o projeto de reforma da constituição do Império, chamada na história de "Constituição de Pouso Alegre'. O fato deu grande prestígio político ao "Pregoeiro Constitucional" e grande notoriedade a Pouso Alegre.
Dando continuidade às suas atividades, a tipografia do Pregoeiro passou a publicar, em 1833, o segundo jornal de Pouso Alegre, o "Recompilador Mineiro", redigido por Modesto Antônio Mayer e pelo padre João Dias de Quadros Aranha. Embora não tivesse a importância política do Pregoeiro, é justo mencionar o seu ardor cívico e o quanto fez pelo nome de Pouso Alegre, por ocasião do levante militar de Ouro Preto, naquele mesmo ano.
O Primeiro Jornal
A Constituição de Pouso Alegre
Os Jornais que Pouso Alegre já teve
Rádios
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Internet
"Os Três Primeiros Jornais de Pouso Alegre" *
* Estórias do Mandu - Eduardo Toledo.
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