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Revoluções

Já no início de sua maturidade política, quando ainda era uma vila, Pouso Alegre sentiu repercutir em seu meio, de maneira excepcional, o movimento político de 22 de maio de 1833, chamado de Sedição Militar de Ouro Preto, não só pela perturbação da ordem, como pelo fato de se achar envolvido o deputado e conselheiro do governo, o padre José Bento, que foi preso pelos revolucionários em Ouro Preto. Pouso Alegre levantou-se com energia para lutar ao lado da legalidade, enviando à ordem do presidente da Província uma companhia de guardas-nacionais do batalhão da vila, comandado pelo capitão José Francisco Pereira Filho, que era comerciante, fazendeiro, vereador e juiz ordinário da vila. Além das despesas com a manutenção da tropa, a Câmara Municipal teve de providenciar o seu armamento, comprando toda a pólvora nos negócios do município e fabricando as balas nas oficinas dos ferreiros. No dia 29 de abril de 1833, partia o batalhão para o campo de luta, não chegando, entretanto, a participar das hostilidades, visto ter sido sufocada pelo governo aquela rebelião, em fins de maio.
Em 1930, Pouso Alegre, como sede de uma unidade do Exército 8º R.A.M. fiel ao governo de Washington Luiz, viu-se envolvida na revolução de 5 de outubro, liderada por Getúlio Vargas, e ameaçada por tropas da Força Pública de Minas Gerais, que apoiavam os revoltosos. Envolvendo a cidade, parte das forças revolucionárias se concentrou em Ouro Fino e Borda da Mata, enquanto outra parte acampava no lado oposto da cidade, junto à ponte do Sapucaí. Agindo com presteza, o 8º R.A.M. conseguiu interceptar a vanguarda dos revolucionários e aprisionar seus elementos, juntamente com o seu comandante, nas proximidades de Borda da Mata Isso irritou os revolucionários, tornando tensa a situação e iminente o choque entre os adversários, com conseqüências imprevisíveis para a cidade e população. Chegou-se mesmo a disparar alguns tiros de canhão, para os lados da Vendinha, contra a tropa da polícia, que se aproximava da cidade. Porém, através da ação de dom Otávio Chagas de Miranda, intervindo como mediador, conseguiu-se evitar o choque, por meio de um acordo entre as partes.
Em 1932, Pouso Alegre viu-se novamente ameaçada. Desta vez pelos revolucionários paulistas, que pretendiam ocupar a cidade pela força das armas. Uma coluna paulista invadiu o Sul de Minas e ocupou Jacutinga, Ouro Fino e Borda da Mata. O 8º R.A.M., que havia se deslocado para Itajubá, avisado da ameaça que pairava sobre Pouso Alegre, regressou imediatamente, concentrando-se na cidade juntamente com o 4º Q R.I. de São João dei-Rei-e o 6º BC de lpameri, Goiás, à espera dos paulistas. O encontro se deu no bairro da Vendinha, onde houve um combate, com vários mortos e feridos Esta luta não foi apenas um episódio de valor secundário, mas, talvez, o maior combate de fogo contínuo de toda a revolução, visto ter durado cerca de 20 horas. Os paulistas, em inferioridade de tropas e armamento, sofreram pesadas baixas (12 mortos e 50 feridos), e não conseguindo o seu objetivo, se retiraram com o trem e os caminhões que os trouxeram, para as divisas do estado, onde continuaram a luta prolongada durante quase três meses.

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O 14º G.A.C.
"14º G.A.C. é Pouso Alegre" *

* Estórias do Mandu - Eduardo Toledo.

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