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O 8º Regimento de Artilharia Montada
No dia 19 de março de 1918, instalou-se festivamente no edifício em que funcionava o Ginásio Diocesano, o 10º (depois 8º) Regimento de Artilharia Montada, sob o comando interino do tenente-coronel Marcos Pradel de Azambuja, brilhante oficial que havia participado como tenente, no início de sua carreira, da campanha dos Canudos, no sertão da Bahia, onde foi promovido a capitão por bravura. Para tal fim, a instalação da nova unidade militar, foi desapropriada a chácara onde funcionava o Seminário, o Ginásio e o Colégio das Irmãs da Vísitação, transferindo-se estes educandários para novos prédios construidos, posteriormente, sob a direção de dom Otávio.
Este acontecimento foi um marco decisivo para o desenvolvimento de Pouso Alegre, trazendo como conseqüência mudanças sensíveis na pacata c idade interiorana.
Amadeu de Queiroz afirmou que o progresso da cidade apoiou-se em dois pólos centralizadores: a criação do Bispado em 1900, e a vinda do Regimento em 1918, que trouxe cultura e fé, firmou a consciência cívica da população e de toda a região sul-mineira.
O 8º R.A.M. passou a fazer parte integrante da comunidade e da história de Pouso Alegre, escrevendo páginas que vieram engrandecer ainda mais a nossa terra e a nossa gente.
Em 5 de outubro de 1930, Pouso Alegre viu-se ameaçada pela revolução, quando os revoltosos (Força Pública de Minas Gerais) tentaram tomar a cidade. O 8º R.A.M., fiel ao governo, se opunha tenazmente, preparando-se para a luta, com risco de trazer a morte e a destruição para a cidade.
Dom Otávio assumiu o papel de mediador e conseguiu evitar o choque, por meio de um acordo entre as partes. Os revoltosos exigiram que o 8º R.A.M. libertasse os prisioneiros revolucionários capturados em um encontro nas proximidades de Borda da Mata, e que o 8º R.A.M. não se deslocasse do seu quartel para atacá-los, os quais, por sua vez, se retirariam para São Gonçalo do Sapucaí, onde permaneceriam em posição defensiva. Feito o acordo, restabeleceu-se a paz. Pouco depois, com a vitória da revolução, as tropas da polícia ocuparam a cidade pacificamente.
Em 1932, novamente, a cidade foi ameaçada. Desta vez pelos revolucionários paulistas, havendo um combate nas proximidades da cidade, no bairro da Vendinha, com vários mortos e feridos (12 mortos e 50 feridos paulistas e 1 legalista morto).
O bispo diocesano visitou todos os feridos e fez a encomendação dos mortos. Num gesto de altruísmo e humanidade, toda a população da cidade prestou assistência aos paulistas, os mesmos que pretendiam tomar a cidade de assalto.
Desde 1918 o Regimento vem prestando relevantes serviços à comunidade, formando uma reserva militar sempre pronta a atender ao chamado nos momentos em que os interesses vitais da pátria exigiram.
Durante a Segunda Guerra Mundial, entre os jovens que o Brasil mandou para os campos de luta na Itália, contavam-se vários filhos de Pouso Alegre, que atestaram o patriotismo de sua gente, a abnegação e a bravura de seus filhos.
Em 17 de abril de 1959, o antigo 8º R.A.M., por exigência da guerra moderna, teve todo o seu material renovado e modernizado. Passou a ser o 4º Regimento de Obuses, motorizado e equipado com canhões de 105mm , armamento este remanescente da Segunda Guerra Mundial. Em 7 de novembro de 1972, tornou-se o 14ª Grupo de Artilharia de Campanha, com canhões de grosso calibre (150mm), passando a denominar-se, em 30 de julho de 1987, "Grupo Fernão Dias".
Guerras e Revoluções
O 8º Regimento de Artilharia Montada
Revoluções
Campo de Prisioneiros de Guerra
Revoluções
O 14º G.A.C.
"14º G.A.C. é Pouso Alegre" *
* Estórias do Mandu - Eduardo Toledo.
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