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A Guerra do Paraguai
Em 1865, teve início a Guerra do Paraguai, uma das mais sangrentas e prolongadas guerras do continente americano, que causou um grande sacrifício, material e humano, para o país e trouxe conseqüências desastrosas para o Paraguai, com a perda de mais da metade da sua população masculina.
Isolada entre as montanhas de Minas, longe da corte e dos acontecimentos que agitavam o Brasil, em Pouso Aleare chegavam apenas os ecos daquele conflito distante, sem alterar muito a vida pacífica e despreocupada do lugar.
Em mais de uma ocasião de sua história, Pouso Alegre teve a oportunidade de demonstrar o seu ardor cívico e patriótico, sempre que a situação assim exigia. Neste conflito porém, não se alterou muito a vida pacata e sossegada dos pouso-alegrenses, embora demonstrassem eles curiosidade e preocupação com os acontecimentos.
Devido, talvez, à sua índole pacífica e ordeira os jovens da cidade não se dispuseram a entrar na luta. Apenas alguns atenderam ao apelo da pátria e seguiram para a guerra, participando de toda a campanha e portando-se com grande bravura e patriotismo. Foram eles:
Luiz Americano - Jovem de tradicional família de Pouso Alegre, os Vilhenas. Foi voluntário da Pátria e participou ativamente da guerra, sendo ferido em combate e ficando em seu braço a marca do seu heroismo, deixada por uma bala inimiga;
José Bernardes de Paiva e Silva - Voluntário que fez parte do contingente sob o comando do coronel Camisão, que marchou para o Mato Grosso e repeliu as forças paraguaias invasoras até o interior daquele país, escrevendo com sangue e heroísmo um dos episódios mais expressivos da Guerra do Paraguai: A Retirada da Laguna. Enfrentando o perigo a todo instante, José Bernardes trouxe, ao regressar, vivas cicatrizes daquela campanha, tendo contraído a varíola nos campos de luta, a qual vitimou um grande número de soldados.
Terminada a guerra, José Bernardes voltou ao seio de sua terra natal, onde constituiu família e exerceu a profissão de ourives.
João Nunes de Oliveira (Capitão Nunes) - Foi também um voluntário, que ainda moço atendeu aos reclamos da pátria e marchou para os campos de batalha, onde se portou com bravura e heroísmo. Era natural de Piraí (Estado do Rio) e após a guerra mudou-se para Pouso Alegre, dando origem à numerosa família Nunes. Aqui foi abastado fazendeiro e capitão da Guarda Nacional.
Guerras e Revoluções
O 8º Regimento de Artilharia Montada
Revoluções
Campo de Prisioneiros de Guerra
Revoluções
O 14º G.A.C.
"14º G.A.C. é Pouso Alegre" *
* Estórias do Mandu - Eduardo Toledo.
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