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A Vila de Pouso Alegre

Em 1831 Pouso Alegre alcançou um prestígio tão grande que, quer seja pelo progresso da povoação, quer seja pela influência política do cônego José Bento, a sua elevação à categoria de vila se fez naturalrnente, sem nenhum esforço por parte de seus habitantes, no dia 13 de outubro daquele ano.
Esse importante acontecimento foi festejado em Pouso Alegre, onde se instalou, sete meses depois, a Câmara Municipal, em uma casa alugada pertencente ao cônego José Bento. Esta casa, que mais tarde foi vendida à Câmara era situada no Largo da Matriz, onde se acha atualmente o Clube Literário e Recreativo.
A Câmara tomou logo as providências possíveis para atender às necessidades públicas: canalização de água potável por meio de regos, abertura de duas grandes valas de drenagem, uma na baixada entre as ruas da Prata e Boa Vista (atuais Adolfo Olinto e Silvestre Ferraz), que era um vasto pantanal, e uma outra, também num pântano, que dividia o centro da vila do bairro do Rosário (hoje Avenida João Beraido). Foi alugada, com urgência, uma casa para servir de cadeia, situada na Rua Boa Vista, vulgarmente chamada de "Outra Banda" (Silvestre Ferraz), que serviu durante um ano, até ser transferida para uma casa própria, adquirida por compra de Antônio da Costa Pereira, que situava-se no Largo da Ponte Velha. Essa casa, por ser muito velha, caiu, e o seu terreno, mais tarde, foi trocado por outro na Rua Boa Vista, pertencente a José Borges da Silva. Nesse terreno, "o mesmo cidadão construiu, por empréstimo, uma cadeia com três enxovais, sala livre, varanda e cômodo para carcereiro, com grades de ferro e encanamento de água passando por todas as enxovias para limpeza da cadeia. Essa foi a cadeia que, alguns anos depois, se incendiou, o que deu motivo ao nome de "Cadeia Queimada" dado à Rua Boa Vista, a primeira que se formou na cidade".
Em maio de 1832, o dr. Francisco de Paula Cerqueira Leite, juiz de direito da Comarca do Rio Verde, levantou o pelourinho, símbolo da emancipação municipal, no Largo da Alegria (depois Largo do Rosário), em frente da igreja, pouco antes construída.
Em 4 de janeiro de 1834 realizou-se na vila a primeira sessão de júri, presidida pelo juiz de direito de Campanha, dr.Tristão Antônio de Alvarenga. Só em 1839, a sede da comarca passou a ser em Pouso Alegre, onde veio residir o dr. Tristão.

A Fundação da Cidade
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O Pouso do Mandu
O Fundador
A Vila de Pouso Alegre
A Cidade de Pouso Alegre
"Os Primeiros Sitiantes" *

* Estórias do Mandu - Eduardo Toledo.

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